Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de maio de 2012

FANATISMO

Fotografia: Francisco de Assis Xavier Neto Maio/2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

INFÂNCIA


"E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé"


Drummond

sábado, 5 de maio de 2012

NOITE


"E às vezes, o silêncio estremece
Como se fosse a hora de passar alguém
Que só hoje não vem."

Noite de Abril
Sophia de Mello Breyner Andresen


segunda-feira, 30 de abril de 2012

CAMINHO


"O meu desejo é o rastro que ficou das aves, 
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo."

Trecho do Poema "Pirata" de 
Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 26 de abril de 2012

DE TANTO BATER...

"Outro dia perguntei a meu coração:
o que há durão, mal de chagas te comeu ?
Não, ele disse: é desprezo de amor."

A meio pau-Adélia Prado

DIANTE DO MAR

Ímpeto
Leonardo Valesi Valente


Perante o mar
que os olhos devotem-nos
de imergir.
Ali o imenso
que nos testemunha
o desejo.
Tão os olhos
vivendo-nos de amor
marejam

terça-feira, 24 de abril de 2012

O SEMPRE AMOR


"Fala.
Fala sem orgulho ou medo
que à força de pensar em mim sonhou comigo
e passou um dia esquisito,
o coração em sobressaltos à campainha da porta,
disposto à benignidade, ao ridículo, à doçura. Fala.
Nem é preciso que amor seja a palavra.
"Penso em você" - me diz e estancarei os féretros,
tão grande é minha paixão."
 O Amor-Adélia Prado

segunda-feira, 16 de abril de 2012

NOME DE SERTÃO

"Dos lugares o que faltar terá nome com o sertão"
Leonardo Valesi Valente

Fotografia: Sertão Azul - Francisco de Assis Xavier Neto - Abr/2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

VONTADE

Fotografia: Inventos - Francisco de Assis Xavier Neto - Mar/2012

Impedimento
Leonardo Valesi Valente

Estiveram as memórias
Do poeta
Aonde restarão
Mero reinvento
E alguma vontade
De ainda poder

quarta-feira, 21 de março de 2012

DUETO

Leonardo Valesi Valente em: Dueto Imaginário com Manoel de Barros.

segunda-feira, 19 de março de 2012

SOPHIA

Procelária

É vista quando há vento e grande vaga

Ela faz o ninho no rolar da fúria
E voa firme e certa como bala



As suas asas empresta
à tempestade
Quando os leões do mar rugem nas grutas
Sobre os abismos passa e vai em frente



Ela não busca a rocha o cabo o cais
Mas faz da insegurança a sua força
E do risco de morrer seu alimento



Por isso me parece imagem justa
Para quem vive e canta no mau tempo



Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 1 de março de 2012

DE UMA ESCRITA AZUL

"Renuncio este escrito para que poema venha alcançar o espaço de um azul. Nenhuma letra me encostaria assim tão longe. O azul repete a vida."
Leonardo Valesi Valente

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AO POETA REVOLUCIONÁRIO


Para Leonardo Valesi valente

"E súbito da calçada sobe
e explode
junto ao meu rosto o pás-
saro? O pas
?
Como chamá-lo? Pombo? Bomba? Prombo? Como?
Ele
Bicava o chão há pouco
era um pombo mas
súbito explode
em ajas brulhos zules bulha zalas
e foge!
Como chamá-lo? Pombo? Não:
Poesia
Paixão
Revolução"

A poesia-Ferreira Gullar
Dentro da Noite Veloz

sábado, 4 de fevereiro de 2012

IMENSIDÃO

Maré
Leonardo Valesi Valente


Amar é um risco
ou
mais um cisco
do tamanho do mar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

POUSO

"Ando me aprimorando de pássaro. Vez que o dia vem requerer poema com liberdade, eu saio pousando de asa pra aceitar."

Leonardo Valesi Valente

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ESCRITA


Tara
Leonardo Valesi Valente

Escrevo
do que preciso

Correr o perigo das palavras
que invento
que não ganharam som,
nem memória.
Mas que o vento vai
e me arrasta para fascínios de loucura
com que me espalho
de poema.

Impreciso
o que sinto

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

POÉTICA

Atol
Leonardo Valesi Valente

Tive uma ideia para vídeo:
gaivotas, voando, assim brincante,
com aquele estalido
de quando riscam baixo
perto da água.

No tempo de fim do dia,
eu ia abrindo um invento.
Tarde, de volta para a casa,
agora carregado de escritos.

E o azul do céu...
Tanta cor para os pássaros -
seres que despencam de voar
no infinito cerúleo.

Escutei Fênix;
e “Marfim” criava o vestido
que seu amor desenharia.
O meu
desenhou o que senti.

Traço maior que a tarde sem fim,
mais alto que o pio dos pássaros,
ainda mais forte que a ideia de cinema,
tão suave quanto a canção
e esse poema que não escrevi.
Um amor espalhado com o vento,
o seu.

Vivo o profundo que estive ali
criando o que amar,
no mesmo lugarzinho,
sem você.


Para Francisco de Assis Xavier Neto
04/12/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

MÍSTICA

Teologal

Agora é definitivo: uma rosa é mais que uma rosa
Não há como deserdá-la do seu destino arquetípico
poetas que vão nascer passarão noites em claro
rendidos a forma prima
A rosa é mística.

Adélia Prado
Fotografia: Uma Rosa-Francisco de Assis Xavier Neto.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

ODE TO JOY




KEATS


A thing of beauty is a joy

For ever
, Keats exprimiu.
Mas ele próprio sentiu
Quanto essa alegria dói.

Manuel Bandeira