quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ESCRITA


Tara
Leonardo Valesi Valente

Escrevo
do que preciso

Correr o perigo das palavras
que invento
que não ganharam som,
nem memória.
Mas que o vento vai
e me arrasta para fascínios de loucura
com que me espalho
de poema.

Impreciso
o que sinto

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ARREBATADO

Novamente arrebatado por Lol V. Stein

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CHAMAS


"...é possível compreender melhor aquela velha história de Zelda chamando os bombeiros, trancada num quarto de hotel em Paris. Quando eles arrombaram a porta perguntando onde era o fogo, ela bateu no próprio peito e disse 'Aqui'."

Caio Fernando Abreu
Prefácio de Esta Valsa é Minha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ROAD


"Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.
"
A estrada não trilhada-Robert Frost

SODADE

Teu nome: CESÁRIA

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Tristesse (Flor d'Alma)

"e não haver gestos novos nem palavras novas!"
Florbela Espanca

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

POÉTICA

Atol
Leonardo Valesi Valente

Tive uma ideia para vídeo:
gaivotas, voando, assim brincante,
com aquele estalido
de quando riscam baixo
perto da água.

No tempo de fim do dia,
eu ia abrindo um invento.
Tarde, de volta para a casa,
agora carregado de escritos.

E o azul do céu...
Tanta cor para os pássaros -
seres que despencam de voar
no infinito cerúleo.

Escutei Fênix;
e “Marfim” criava o vestido
que seu amor desenharia.
O meu
desenhou o que senti.

Traço maior que a tarde sem fim,
mais alto que o pio dos pássaros,
ainda mais forte que a ideia de cinema,
tão suave quanto a canção
e esse poema que não escrevi.
Um amor espalhado com o vento,
o seu.

Vivo o profundo que estive ali
criando o que amar,
no mesmo lugarzinho,
sem você.


Para Francisco de Assis Xavier Neto
04/12/2011