quinta-feira, 13 de outubro de 2011
PÁGINA
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
Manuel Bandeira
Marcadores:
Leonardo Valesi Valente,
Manuel Bandeira
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
BALÕEZINHOS
"Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única
[mercadoria útil e verdadeiramente indispensável. O vendedor infatigável apregoa:
- "O melhor divertimento para as crianças!"
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo ina-
[movível de desejo e espanto."
[mercadoria útil e verdadeiramente indispensável. O vendedor infatigável apregoa:
- "O melhor divertimento para as crianças!"
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo ina-
[movível de desejo e espanto."
Balõezinhos em O Ritmo Dissoluto - Manuel Bandeira
"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças"
Liberdade - Fernando Pessoa
"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças"
Liberdade - Fernando Pessoa
“No quintal onde estive hospedado cheirei tudo, figueira, galo, galinha etc. Se você chamar: Ulisses, vem cá" – eu vou correndo e latindo para o seu lado porque gosto muito de criança e só mordo quando me batem. Pois não é que vou latir uma história que até parece de mentira e até parece de verdade? Só é verdade no mundo de quem gosta de inventar, como você e eu. O que vou contar também parece coisa de gente, embora se passe no reino em que bichos falam.”
Quase de Verdade - Clarice Lispector
Fotografia: Balõezinhos de agosto - Francisco de Assis Xavier Neto. Montes Claros 08/2010
Quase de Verdade - Clarice Lispector
Fotografia: Balõezinhos de agosto - Francisco de Assis Xavier Neto. Montes Claros 08/2010
Marcadores:
Clarice Lispector,
Fernando Pessoa,
Manuel Bandeira
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Juriti-pepena
- Juriti-pepena
Tão perto do fim...
- Grande é minha pena,
Nem há outra assim!
- Juriti-pepena,
Qual é a tua pena?
Conta para mim!
- Não posso, me'irmão,
Que ela está dentro,
Muito lá no fundo
De meu coração.
- Juriti-pepena,
É pena de amor?
- Não, é de paixão.
- Ah, agora te entendo:
Não há maior pena.
Pobre, pobre, pobre
Juriti-pepena!
Tão perto do fim...
- Grande é minha pena,
Nem há outra assim!
- Juriti-pepena,
Qual é a tua pena?
Conta para mim!
- Não posso, me'irmão,
Que ela está dentro,
Muito lá no fundo
De meu coração.
- Juriti-pepena,
É pena de amor?
- Não, é de paixão.
- Ah, agora te entendo:
Não há maior pena.
Pobre, pobre, pobre
Juriti-pepena!
Manuel Bandeira
Marcadores:
Heitor dos Prazeres,
Manuel Bandeira
Assinar:
Postagens (Atom)





.jpg)